O que eu nunca contei a ninguém



Sinopse: "Lido com memória o tempo todo, pois os computadores precisam dela para que possam fazer suas mágicas. Existem vários tipos de memória para computadores, e elas se dividem em duas categorias principais: as memórias voláteis, ou temporárias, e as não-voláteis, ou seja, permanentes.
Uma pessoa acumuladora pode achar contraintuitivo ter uma memória construída especificamente para esquecer as coisas, como é o caso de todas as memórias voláteis. Só que esquecer é uma tarefa fundamental para os computadores, e o mesmo se aplica aos seres humanos. Se um computador lembrasse absolutamente tudo já feito nele ao longo do tempo, ele deixaria de cumprir seu propósito de fazer determinadas tarefas com rapidez e eficácia.
Isso também acontece com as pessoas, sendo que a grande diferença é que a ciência ainda não descobriu exatamente todos os mecanismos por trás das nossas memórias. Muito do que lembramos e também do que esquecemos ainda é um mistério. A única certeza no meio disso tudo é que o esquecimento é um mecanismo necessário para que a nossa máquina não trave.
E deve ter sido por isso que, em algum momento, eu simplesmente esqueci a coisa mais óbvia de todas."

Entre computadores para consertar e xícaras de café com chocolate branco crocante, Natasha passa o dia inteiro resolvendo os problemas dos outros, mesmo não tendo muitas habilidades para lidar com os seus. Aos 29 anos, ela ainda precisa aprender a expressar seus sentimentos e lidar com seu lado mais vulnerável. Presa durante anos em um limbo entre o presente e o passado, ela precisa aprender a navegar pelos próprios dias e começar a viver para, quem sabe, encontrar seu caminho de volta para a pessoa que ela nunca esqueceu.

Postar um comentário

0 Comentários